Qual o verdadeiro valor das coisas?

O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir. Geralmente me pergunto qual o valor justo do que tenho e do quero comprar. Isto porque, comparando os preços de tudo aqui no Brasil com outros países, aqui parece muito mais caro. De fato, existe uma diferença que são os impostos e o custo Brasil, que envolve desde a compra de matéria-prima até a manufatura do produto e sua distribuição aos pontos de venda.

Mas dado que isso não mudará tão cedo, como mensurar o valor justo para as coisas? Como saber realmente o que posso sonhar e o que posso comprar? Até onde sou capaz de chegar? Como posso fazer para aumentar o poder de compra do meu dinheiro?

Estas são as questões que nos envolve no dia a dia. Tudo muito certinho e burocrático. Mas, tem mais coisas para pensar e refletir que podem nos ajudar a entender os nossos questionamentos.

A primeira coisa que acontece quando a gente quer algo novo, é aquela imagem de nos mesmos usando, usufruindo daquele bem. Isto provoca uma sensação de euforia e ansiedade, como se já tivéssemos comprado. Pois bem, não há nada de errado com isso. Ja comentei em minhas palestras e em outros posts, que a imaginação é a chave de tudo. Tudo que posso imaginar, também poderei realizar. Pois é, mas esta euforia deve ser administrada de forma consciente, nos fazendo pensar em  tudo que envolve aquele sonho. Não estamos acostumados a orientar nossos gastos e fazer uma reserva, programar o pagamento de parcelas para comprar o que queremos. Somos assim, naturalmente impulsivos.

E o impulso é a chave de tudo. Somos acostumados desde de criança a buscar tudo o que queremos, tudo que sonhamos. Afinal, quando se é criança, podemos sonhar com tudo,  sem restrições. Isso é bom! O problema é que quando chegamos na idade adulta, os nossos medos criam armadilhas que limitam a nossa capacidade de realização. E de vez em quando, extrapolamos aquela sensação de criança de que conquistar tudo,  que nos invade e nos impulsiona de forma desordenada a buscar de imediato  o que queremos. Sem filtros e, muitas vezes, sem controle.

O que eu quero mostrar neste post, é propor uma maneira de mensurar o valor justo das coisas sonhos e mostrar um caminho, dentro de tantos outros, para utilizar o dinheiro de forma eficaz e viver bem.

Então vamos começar:

1) Cada pessoa / família tem necessidades diferentes. Por causa disso, as coisas tem valores relativos diferentes para cada um. Uma maneira de saber qual o valor justo é medir qual o esforço que tenho que fazer para comprar o que quero. Quantos dias tenho que trabalhar para comprar aquele computador, aquele relógio novo. Fácil, basta eu saber quanto eu ganho por dia e dividir o valor do bem.

Exemplo: Relógio R$ 300,00; Salário líquido R$ 2.200,00/mes – R$ 73,33/dia.  Assim tenho que trabalhar três dias no mês para poder comprar o relógio. Isso pode ser uma boa referencia para as coisas de valores menores.

Mas e se for um apartamento, um carro, uma casa, etc.. ? Posso fazer a mesma coisa, dado que são bens de maior valor, tenho que pensar no longo prazo. Preciso achar quanto ganho por ano, e dividir o valor do bem.

Exemplo: Carro R$ 25.000,00; Salário líquido R$ 28.600,00/ano. Neste caso, vou ter que trabalhar quase um ano para pagar.

Mas o que realmente eu posso sonhar e comprar?

2) Não há milagre. Mas eu posso sonhar com tudo o que quiser, desde que tenha disciplina financeira e foco, precisando apenas colocar na ponta do lápis o que ganh0 e o que gasto. CONTROLE! Basta ser organizado e controlar a sua vida financeira. Baixe esta planilha e comece a se organizar Orçamento Familiar

Não há barreiras intransponíveis ou algo que te impeça de ter qualquer coisa. O que existe são crenças sobre dinheiro que vem de muito longe na nossa história, que limitam nossos sonhos, nossas verdades e temos que romper estas limitações.  Acreditar é a palavra chave.

 

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3) Enfim, a organização pessoal e a consciência de saber  onde exatamente se quer chegar, criam condições que vão melhorar a qualidade dos seus gastos e de sua vida. Vai ajudá-lo a estabelecer prioridades, comprar o que realmente lhe proporcionará prazer e diversão.

Tudo é muito simples, basta apenas escolher o caminho que quer seguir! Reflita onde exatamente voce está agora! Viver bem é bem fácil!

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Voce conhece o G.U.T. ?

Uma das maiores dificuldades que temos em realizar a tarefa de organizar as nossas despesas, é classificar aquelas que são mais urgentes. Na verdade, quando vivemos em família, o nosso orçamento deve contemplar não só as despesas básicas, mas as vontades e necessidades de todos os membros da família. Isto não é uma tarefa fácil já que, na maioria das vezes sucumbimos aos apelos não tão racionais assim. Um jogo de videogame em lançamento, um par de sapatos novos (para ele ou ela), um novo modelo de celular…..e por ai vai.

Na verdade, nada disso está errado. O que precisamos fazer é apenas disciplinar nossos gastos para que tenhamos espaço para realizar aquilo que vá nos satisfazer. Afinal, aí esta a graça de tudo…

Mas, e o G.U.T.? Aos estudantes de física e astrofísica, não vamos falar sobre a Teoria da Grande Unificação. O G.U.T. é uma técnica que foi desenvolvida ao longo da evolução dos processos de Gestão de Qualidade, no ambiente empresarial. E o que é bom para uma empresa, é bom para o uso pessoal também. Lembrando que estamos falando sobre condutas e prioridades e, empresas são ou devem ser, conduzidas racionalmente por gestores que tomam decisões diariamente baseados em suas crenças  e instintos.

Falando diretamente, o GUT é uma ferramenta usada para definir prioridades. A análise responde racionalmente as questões: O que devemos fazer primeiro? Por onde devemos começar? Para responder estas perguntas, o GUT leva em consideração a GRAVIDADE, a URGENCIA e a TENDENCIA do problema.

Por GRAVIDADE devemos considerar a intensidade, a profundidade dos danos que o problema pode causar se não atuarmos sobre ele;
Por URGENCIA devemos considerar o tempo que levará para sentirmos o impacto do problema se não atuarmos sobre ele;
Por TENDENCIA devemos considerar o desenvolvimento que o problema terá se, mais uma vez, não atuarmos sobre ele.

Então como aplicar o GUT em nosso orçamento familiar?

Devemos aplicar o GUT sempre que precisarmos priorizar despesas, ou seja, o objetivo é ordenar a importancia das despesas pela sua Gravidade, pela sua Urgencia e pela sua Tendencia, de forma que racionalmente, para que possamos efetuar o gasto da forma mais adequada.

Usar o GUT nos obriga a considerar cada despesa pelo foco tríplice, pela sua gravidade, pela sua urgencia e pela sua tendencia, caso não efeturamos o seu pagamento. Ou seja, vamos analisar sempre pela ótica do pior cenário. Mas vamos a prática.

Nós devemos atribuir para cada item, um peso de de 1 a 5, ou seja, atribuir um peso para gravidade, outro para a urgencia e outro para a tendencia dentro dos critérios abaixo.
Gravidade
1 – dano mínimo;
2 – dano leve;
3 – dano regular;
4 – dano grave e
5 – dano gravíssimo.
Urgencia
1 – longuíssimo parazo (de 2 a 3 meses)
2 – longo prazo (1 mes)
3 – prazo médio (15 dias)
4 – curto prazo (1 semana)
5 – imediatamente
Tendencia
1 – desaparece
2 – reduz-se ligeiramente
3 – permanece
4 – aumenta
5 – piora muito

A técnica consiste em listar uma série de despesas a realizar e atribuir os graus de acordo com a gravidade, a urgencia e a tendencia. Depois de feita esta primeira etapa, nós devemos multiplicar os valores atribuídos para cada item. Quanto maior o valor encontrado, maior é a necessidade (ou prioridade) de efetuar o pagamento. Para ficar mais apurada, esta ferramente pode ser aplicada em família, onde os resultados podem ser melhores, já que os valores do GUT serão encontrados por consenso.

Segue abaixo um exemplo da tabela do GUT. Devemos priorizar sempre as despesas que apresentarem o maior GUT

Despesas

G

U

T

GUT

Aluguel         5         4         3        60
Conta e Luz         4         4         3        48
Viagem final de semana         2         1         1         2

 

Esta ferramenta pode ser aplicada quando a família se dispõe a fazer uma lista completa das despesas a realizar. Se não tivermos uma visão ampla do nosso orçamento, esta ferramenta perde muito a sua efetividade. O objetivo é usá-la para priorizar os gastos, respondendo a pergunta: Por onde devo começar?  As pessoas não podem fazer tudo o que querem. Portanto elas devem escolher o que podem fazer.

Senão aplicarmos o GUT ou qualquer outro método, corremos o risco de ser levados pelo turbilhão dos afazeres diários. Tudo depende das nossas ESCOLHAS.

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