Estou endividado, e agora?

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Escrevendo meu roteiro

O Início do ano, impreterivelmente, sempre nos vemos diante de despesas fixas recorrentes. IPTU, IPVA, matrícula da escola, despesas adicionais do Natal entre outras. O que pretendo a seguir é detalhar dois roteiros em situações, Estável e Crítica, para ajudar a administrar essas despesas, que numa situação saudável, deve ser seguido ao longo do ano. Então vamos lá.

SITUAÇÃO ESTÁVEL

1. Detalhar as dívidas (valores totais, juros cobrados, prazos de pagamentos, garantias e credores).
2. Destacar o seu montante de despesas fixas mensais (aluguel, telefone, alimentação, etc.)
3. Levantar as receitas mensais. Se houver sobras do décimo terceiro, reservar para último caso.
4. Calcular quanto sobra após pagar as despesas fixas.
5. Existem saídas relativas a investimentos? Valor, prazos, etc.
6. Possibilidades:

a) chamar os credores e renegociar as dívidas dentro das possibilidades de sobra de caixa e prazos de pagamento;
b) buscar novos financiamentos menos onerosos – fugir do cheque especial e dos financiamentos de cartão de crédito;
c) refinanciar carros ou outros ativos com taxas inferiores do que o mercado oferece, pois está sendo dada garantia real;
d) trocar de ativos (exemplo: trocar o carro por um mais acessível;)
e) buscar acordos amigáveis que são menos onerosos.

SITUAÇÃO CRÍTICA

1. Quando as dívidas com juros começam a corromper o orçamento e a prejudicar a subsistência da família, e você tem que escolher entre sobreviver ou pagar juros, a melhor escolha é sobreviver.
2. Portanto, é melhor procurar seus credortes e iniciar um processo de renegocição e, parar de pagar essas dívidas temporariamente, e dedicar seus rendimentos apenas para pagar as dívidas básicas (moradia, alimentação, luz, água, etc.). O confronto com seus credores não deve ser duro, afinal voce contraiu as dívidas.
3. Abra uma poupança e guarde tudo o que sobrar no final do mês. Essa reserva será muito importante para você poder começar a ajeitar sua vida e saldar as dívidas com seus credores.
4. Nos primeiros dias, você começará a receber uma avalanche de cartas e telefonemas de seus credores. Mantenha sempre a calma e procure sempre a negociação. Na maioria dos casos, não passam de simples “ameaças”.
5. Telefonemas de empresas de cobrança: não atenda, troque de celular, priorize os contatos.
6. Certamente o seu nome irá para o SPC e SERASA. Conviva com isso e não compre mais a prazo.
7. Ações judiciais irão ocorrer quando existirem bens em garantia ou a dívida for elevada e você aparentar ter condições de pagar.
8. Depois de alguns meses, veja o quanto conseguiu guardar na poupança (Isso é muito importante, ou esses conselhos não servirão para nada).
9. Faça uma listagem dos credores, em ordem da maior para a menor dívida. Comece pela menor e pelos mais flexíveis.
10. Negocie com um de cada vez, e só aceite a proposta se for para pagamento à vista, com um bom desconto e que o valor caiba dentro do seu orçamento.
11. Não tenha pressa, você se endividou ao longo de meses (ou anos) e não será da noite para o dia que irá resolver “todas as suas dívidas”.
12. Todavia, lembre-se de ter disciplina e força de vontade. Você tem que economizar e tem que correr atrás de seus credores para quitar as dívidas!
13. Não adianta limpar o nome e entrar no buraco novamente.

Lembre-se sempre que a melhor maneira de viver é sempre ter equilíbrio e tendo conciência financeira para realizar seus desejos, sonhos e consumir o que quiser.

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