Financiamento da Casa Própria: Não é tão barato assim!

O Governo Federal vem ao longo das últimas semanas enfatizando e criando condições mais flexíveis para acesso a financiamento de imóveis. Mas, com todo o empenho promovido, temos que observar alguns pontos importantes que podem influenciar nesta decisão, tais como:  se vamos dar entrada, qual o prazo do financiamento, qual a tabela de juros que o banco vai utilizar, qual o prazo de entrega do imóvel, quais e quanto serão as despesas administrativas e tantas outras.

Deixando o entusiasmo de lado, o esforço que vem sendo feito para aquecer o mercado imobiliário, não tem como objetivo principal facilitar a vida das pessoas e sim criar meios para que os bancos não desrespeitem algumas normas impostas pelo Banco Central. Estas regras servem para criar condições que se adequem aos prazos e  não excedam os limites que podem emprestar, asseguram a solidez do sistema e criam condições de captação de dinheiro para o Longo Prazo. Recentemente, somente a Caixa Economica Federal e o Santander estenderam para 35 anos mas, outros bancos devem seguir para manter a competitividade.

Mas vamos falar sobre o que interessa! Não é preciso dizer que o sonho de todos é ter a sua casa própria. O problema é que este provavelmente será o maior investimento que você fará ao longo de sua vida por ser um dos bens mais caros que o dinheiro pode comprar.

Porém, a forma mais vantajosa de adquirir a casa própria é À Vista e em Dinheiro e nenhuma forma de financiamento será mais vantajosa do que manter a disciplina do orçamento familiar, de fazer uma poupança para efetuar o pagamento. Mas, não temos este hábito como parte da nossa vida. Precisamos recorrer a um financiamento, que já faz parte da cultura do brasileiro. Não quero dizer que seja errado, pelo contrario, digo apenas que é mais oneroso e requer uma disciplina mais rígida para controlá-lo.

Aqui vai uma dica: Antes de contrair a dívida faça a conta do impacto do aumento do prazo oferecido pelo banco nas parcelas e no valor final a ser pago. Observe que alem dos juros, também é adicionado ao financimaneto o custo do seguro do imóvel. Abaixo segue um exemplo para um financiamento para um imóvel avaliado em R$ 200.000,00, localizado na cidade de São Paulo, prazos são de 30 anos e 35 anos simulados na Caixa, que atualmente oferece a taxa de juros mais competitiva:

360 meses 420 meses
1. Juros Nominais 8,00% a.a. + TR 8,00% a.a. + TR
2. Juros Efetivos 8,29999% + TR 8,29999% a.a. + TR
3.Prestação R$ 1.800,60 R$ 1,729,17
4. Custo efetivo Total a.a. 9,9716% a.a. 10,0833% a.a.

Observe que o aumento do prazo em 5 anos, não reduz o valor da parcela significativamente. Vamos estabelecer alguns passos para tentar fazer a melhor escolha:

Primeiro Passo: Definir o imóvel dos seus sonhos e conheça as linhas de crédito disponíveis que se adéqüem a sua realidade financeira. No site de todos os bancos, existe um simulador que auxilia a encontrar a melhor forma de financiamento e que seja compatível com sua renda e o valor do imóvel. Abaixo, segue link onde você poderá encontrar todos os bancos e poder comparar.

http://simuladores.imovelpro.com.br/

Segundo Passo: Apos conhecer todos os tipos de financiamento disponível, comparar as taxas de juros cobradas entre os bancos, você precisa reunir a documentação necessária para efetivar o financiamento. Aqui serão reunidos dados cadastrais pessoais, dados do imóvel, dados do vendedor ou construtora e, caso seja utilizado, a documentação necessária para a utilização do FGTS.

Nesta do processo, os bancos vão solicitar o pagamento de uma taxa para a avaliação cadastral que gira em torno de R$ 800,00 e que, obviamente você pode negociar para que não seja cobrada.
A documentação exigida não varia muito entre os bancos porém, ela é extensa e detalhada. Aqui eu recomendo a utilização de um Documentista, profissionais especializados, com conhecimento de todas as rotinas, documentos e prazos exigidos. Atualmente, os bancos dispõem destes profissionais e este custo também pode ser negociado.

Terceiro Passo: Imóvel escolhido, financiamento definido, documentação entregue e aprovada, agora vem a assinatura e liberação do contrato de financiamento. Os prazos para registro da escritura provisória e para a liberação do pagamento para o vendedor do imóvel, leva em media 30 dias e será efetuado pelo banco. Até a quitação do imóvel, todas as obrigações tributárias serão de responsabilidade do mutuário e, em alguns casos, o atraso do pagamento destes tributos podem causar problemas podendo ocasionar o cancelamento do financiamento e, caso seja necessário, a venda do imóvel para quitação de todas as pendências.

A Diferença entre Poupar e Investir

Geralmente vejo as pessoas comparando o ato de poupar e investir como se fosse a mesma coisa. Na verdade, poupar é o processo de guardar ou reter parte de sua renda. Investir, a priori, é adotar um método racional para remunerar o capital ou reserva. Na verdade, tenho conceitos mais amplos para os dois casos.
A definição de poupar vai além de guardar parte da nossa renda e podemos fazer de diversas maneiras: obtendo descontos nas compras à vista, pesquisando o valor das coisas, fazendo a conta certa (as vezes o que está ao lado de casa sairá mais em barato do que a promoção do outro lado da cidade), revendendo bens e utensílios substituídos, etc.. Ou seja, poupar nada mais é do que disciplinar seus hábitos de consumo, agindo de maneira racional e menos impulsiva.
O ato de Poupar deve ser tornar um hábito, e como todo hábtio temos que aprender a pratica-lo em nossa vida.
Outro ponto importante  é dar uma finalidade para sua poupança, porque guardar dinheiro por guardar, não faz sentido e não é produtivo. Guardar dinheiro é para satisfazer algum sonho. Aqui vai uma dica: Use a imaginação, escreva todos os seus sonhos e priorize. Escolha qual o mais importante e depois comece a poupar , incorpore esse hábito para depois aprender a investir. O importante é a MOTIVAÇÃO.

Quando estiver preparado para investir,  opte pelo simples escolhendo um produto financeiro de fácil entendimento e de perfil de risco conservador. Aprenda a acumular reservas e ter disciplina nas suas compras.
Do ponto de vista de finanças, Investir é o processo de remunerar o dinheiro no tempo ou para quem assistiu Wall Street, o dinheiro nunca pode dormir. Mas investimento não é apenas isso. Investir significa dar uma finalidade para nossas reservas ou comprometer parte da nossa renda mensal por alguns meses, para satisfazer uma necessidade imediata. Ou seja, investir tem dois significados: contrair uma dívida de curto prazo com o objetivo de adquirir um bem ou serviço que possa nos satisfazer ou melhorar a nossa qualidade de vida. O outro é remunerar nossas reservas. Lembre-se que endividar-se não  é o processo mais adequado mas, sendo necessário, devemos nos assegurar que o retorno obtido com este investimento seja maior do que o custo mensal que teremos.
Portanto,  poupar é diferente de investir e antes de aplicar é preciso guardar. Se quiser saber um pouco mais sobre qual o tipo de investimento adequado ao seu perfil, consulte nossa página Descobrindo o melhor investimento.
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