Possibilidades e Conversas sobre Dinheiro

Há algum tempo venho dedicando parte do meu tempo em processos de autoconhecimento no intuito de buscar respostas aos padrões do meu comportamento. Não são processos simples nem tampouco suaves, mas de alguma forma me impelem a continuar caminhando.

Quando decidi fazer este blog durante um processo terapêutico , acreditava que os temas a serem abordados seriam simples demais e de fácil conhecimento. Foi um grande erro de julgamento de minha parte pois, pensando desta forma acabei rotulando não só as pessoas mas também meu próprio conhecimento.

Naquela ocasião, não me dei conta das possibilidades de poder contribuir para o Todo e, de certa forma, receber em troca por isso.

O resto da história está aqui, mais de 12 mil seguidores, mais de 150 mil views diretamente no blog, mais de 1.000.000 de acessos no facebook, mais de 1.200 pessoas atendidas e muita satisfação em ter continuado com este trabalho.

Mas o ponto importante que me leva diretamente a esta post é,  estar consciente das possibilidades que estão a nossa frente. Quando temos um desafio, somos levados a olhar rapidamente para encontrar um ponto de equilíbrio para aquela situação. Nunca pensamos em todas as possibilidades abertas a frente, só queremos resolver rapidamente.

Assim como tudo na vida, quando falamos em gerir o próprio orçamento familiar, nos deparamos com questões bem variadas, do tipo: São sempre as mesmas contas, o que tenho que fazer é gastar menos, para que controlar se o dinheiro é tão pouco, não preciso anotar porque pego tudo no extrato do banco, controlar minha mulher e meus filhos vai gerar uma dor de cabeça!, etc…..

Enfim, são várias as questões que nos impedem de sair do comodismo analfabético das finanças pessoais.

Então convido voce para que olhe novamente para a conversa sobre dinheiro que vem mantendo em sua vida.

Para iniciar, reflita nestas tres perguntas sobre dinheiro:

1) O que você tem feito com relação ao dinheiro?

Ações ou não ações com o dinheiro

2) O que você já tem?

Resultado das ações ou não ações na área dinheiro

3) Quem você tem sido?

Experiência de você mesmo na área dinheiro

Quer saber mais sobre esta conversa, fale coma gente. Estamos prontos para apoiá-lo!

 

Oniomania: Comprar compulsivamente é sinal de doença

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Oneomania: Comprar compulsivamente é sinal de doença.

 

Vamos abordar um assunto, bastante sério e polemico neste post. Apesar deste distúrbio, não raro, estar cada vez mais presente, muitos ainda nem ouviram falar em Oneomania: “doença da dívida”.

 

O termo Oneomania (do grego onios, à venda, e mania, insanidade) é o termo técnico para o desejo compulsivo de comprar, mais comumente conhecido como síndrome do comprar compulsivo. O termo foi inicialmente utilizado por Kraepelin em 1915 e Bleuler em 1924.

Várias figuras históricas apresentaram episódios de compras em excesso. A rainha francesa Maria Antonieta era conhecida e odiada por seus excessos. Na mesma lista figuram nomes como Jackeline Kennedy Onassis, Imelda Marcos e a Princesa Diana. Segundo seus biógrafos, os episódios de compras desreguladas custaram-lhes dinheiro, problemas pessoais e, no caso de Maria Antonieta, a própria vida.

 

Embora tenha sido descrita há mais de cem anos, só nos últimos 15 anos a doença voltou a ser estudada. Porém, ainda pouco abordada virtualmente e em discussões sobre saúde mental. No entanto, o quadro parece estar a aumentar globalmente e seu desenvolvimento é fértil no mundo moderno. Com o advento de catálogos de compras pelos correios; canais de televisão dedicados a vendas e compras pela internet.

 

Se de fato estas figuras apresentavam oneomania, é um bom motivo para especulações.

 

O desejo incontrolável de gastar tem tratamento: inclui acompanhamento psicológico e medicação. Mas, é fundamental que a pessoa reconheça que está doente e precisa de ajuda.

Assim como, em qualquer quadro de dependência, consta que, dependentes compulsivos demoram a assumir seu problema. A idade média de início da doença é aos 18 anos, no entanto o comportamento só é percebido como problemático, 10 anos mais tarde.

 

Uma pessoa pode passar anos comprando compulsivamente e adquirindo dívidas, de até dez vezes a sua renda mensal, até perceber que sofre de uma doença. A ajuda só é procurada quando a situação financeira, da pessoa, chega a uma condição insustentável, comprometendo com frequência, também a situação familiar.

 

Para ajudar, a identificar este tipo de comportamento:

 

 

  1. Preocupações ou compras mal adaptadas como indicadas pelos seguintes
  • Preocupações ou impulsos frequentes, que são sentidos como irresistíveis, intrusivos ou sem sentido.
  • Compras frequentes, de mais do que se pode pagar. Itens que não são necessários ou comprar por períodos maiores do que planejado.
  • Evidência de sofrimento, o consumo do tempo, a interferência significativa do mau funcionamento social ou ocupacional, ou problemas financeiros.

 

  1. Não ocorre exclusivamente durante períodos de hipomaníaca ou mania.

Segundo a literatura científica no assunto, do dinheiro gasto pelos compradores compulsivos, 96% os gastam em roupas, 75% compram sapatos, 33% maquiagem, 42% jóias, 21% CDs e 25% gastam com itens colecionáveis.

 


 

Aqui no blog e em nossa página no Facebook, fizemos uma pesquisa onde perguntamos as pessoas como elas se julgavam enquanto consumidores.

A maioria, gritante, se julgou compulsivo.

 


 

 

Para os leigos, algumas perguntas podem ajudar a avaliar comportamentos de compras:

  • Você se sente preocupado\a em demasia com o ato de comprar ou gastar dinheiro?
  • Você acha que seu comportamento de comprar é excessivo, impróprio ou descontrolado?
  • Seus desejos, urgências, impulsos, comportamentos ou fantasias sobre comprar consomem muito tempo e lhe deixam chateado\a ou culpado\a e ocasionam sérios problemas na sua vida?

 

Como reconhecer se você é tem características de um comprador compulsivo?

Compradores compulsivos, quando se sentem deprimidos compram ou gastam para sentir-se melhor. Eles comprar para sentir um efeito euforizante, de certa forma semelhante a um toxicodependente, que usa drogas para conseguir um “barato”. Em geral, quanto mais caro ou mais supérfluo o item comprado (por exemplo, jóias), maior o efeito euforizante. As compras compulsivas afetam mais mulheres que homem e em geral o comprador gasta em coisas que não precisa. As festas de fim de ano ou datas comemorativas caracterizadas por compras fazem com que todos nós gastemos mais do que planejado. Todos, sofremos com compras compulsivas nestas épocas, que chamamos de “binge”( excesso de consumo em curto período de tempo). Um comprador compulsivo apresenta diversos períodos de “binge” por ano e estes podem ser restritos a apenas um tipo de compra, como sapatos, por exemplo. Na casa de um comprador compulsivo podem se encontrar pilhas de objetos comprados ainda com as etiquetas. Muitas vezes compra-se roupas ou sapatos que nem mesmo servem. Alguns nem mesmo se lembram de tê-los comprado. Quando a família começa a reclamar do comportamento, o comprador compulsivo começa a mentir ou a comprar escondido e a esconder os objetos pela casa. Conforme as dívidas começam a acumular e os relacionamentos interpessoais sofrem.

 

 

Oneomania

 

Tratamento

Como o transtorno, ainda não é bem definido na literatura científica, mas, diversos tratamentos têm sido propostos:

  • Psicoterapia (seja ela, psicanalítica; cognitiva-comportamental)
  • Tratamento com medicamentos
  • Para os casos mais graves: mudança de hábitos

 

Mudança de hábitos

Para prevenir compras compulsivas, a orientação é, a alterar alguns hábitos. Que, aliás, são ótimos, para qualquer um que queira equilibrar-se financeiramente em suas vidas, apresentando ou não a oneomania:

  • Compre apenas com dinheiro e cartão de débito.
  • Destrua seus cartões de crédito, deixando apenas um guardado em local seguro, para o caso de emergências.
  • Faça listas de compras e só compre o que está na lista.
  • Evite lojas em promoção! Se você for a uma, tenha consigo a quantia certa de dinheiro que queira gastar.
  • Só passeie para ver vitrines, quando as lojas já estiverem fechadas. Se você for passear e vir lojas ou vitrines em horário comercial, deixe sua carteira em casa.
  • Não receba catálogos de compras, por telefone ou internet em casa. Se eles chegarem pelo correio, jogue-os direto no lixo. Não assista canais de compras!
  • Se, você for viajar para ocasiões festivas, compre os presentes e embrulhe-os antes mesmo de sair de casa.
  • Nomeie os sentimentos: Porque você compra? Porque está deprimido? Porque está entediado? Porque está se sentindo mal?
  • Exercite-se, quando o impulso de comprar aparecer.
  • Evite lugares e pessoas, que fazem com que você gaste dinheiro.
  • Leve um amigo, em quem possa confiar se tiver que fazer compras.

 

  • Pergunte a si mesmo: eu realmente preciso disto, ou estou comprando só porque o quero?
  • Lembre-se! Se você está se sentindo fora de controle, é porque realmente está.
  • Procure ajuda de um profissional de saúde mental para avaliação.

 

 

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