Imposto de Renda 2017 – Este ano o Leão esta na espreita!

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O Blog, a partir deste ano, irá acompanhar todo  cronograma da declaração de imposto de renda para pessoas físicas. Aqui você poderá tirar algumas dúvidas e  fazer consultas .  Nosso objetivo é prover ferramentas e dicas para que você possa adequar-se exatamente ao que é requerido pela Receita Federal.

Neste ano a receita trouxe algumas pequenas novidades no intuito de auxiliar o contribuinte na confecção da declaração.

Segue aqui o cronograma inicial para 2017:

O Programa do IRPF contempla, além da Declaração de Ajuste Anual da Pessoa Física, vários programas e aplicativos que visam facilitar o cumprimento das obrigações tributárias por parte dos contribuintes. Para 2017, os programas e aplicativos são os seguintes:

· Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para o exercício de 2017, ano-calendário 2016
· Programa de Apuração dos Ganhos de Capital – GCAP2017
· Programa Carnê Leão 2017
· Rascunho da Declaração (aplicativo que possibilita efetuar um rascunho da declaração a ser entregue no ano seguinte)

Informa-se também que na segunda quinzena de janeiro será publicada Portaria Ministerial com a Tabela de Reajuste do Salário de Contribuição para fins de aplicação das alíquotas da Contribuição Previdenciária no ano de 2017.

A tabela do imposto foi corrigida em 5% e será divulgada oficialmente pelo site da receita na segunda quinzena de janeiro. Atualizaremos aqui no blog

Outra dúvida comum é quem deve fazer a declaração do imposto de Renda:

  •  Quem recebeu um rendimento tributável anual maior do que 28 mil reais, ou seja, pessoas que recebiam uma média de salário maior do que dois mil reais. Esse acaba sendo um jeito de diminuição da desigualdade, evitando com que famílias extremamente pobres tivessem que pagar ao Governo. Vale lembrar que os rendimentos referentes a benefícios previdenciários são passíveis de tributação; Consulte o INSS para conferir os seus valores tributáveis pelo IRPF.

  • Quem teve rendimentos não tributáveis acima de 40 mil reais. Esses rendimentos não tributáveis são aqueles, nos quais, o seu lucro é liquido, ou seja, você não precisa pagar nenhum imposto ao Governo com esse dinheiro ganho.
    Um exemplo de rendimento não tributável é o abono de férias e o vale transporte e vale alimentação. Outro exemplo clássico de rendimento na tributável são as bolsas de estudo, esses valores não passam por nenhuma tributação prévia.

Assim, se por acaso, o seu ganho nesses casos citados for maior do que 40 mil, você é obrigado a declarar seu imposto de renda e pagar a taxa estabelecida pelo Governo.

  • Para quem trabalha no campo, é obrigatório fazer sua declaração, caso o seu rendimento tenha sido acima de R$ 128.308,50 anuais, ou seja, um pouco menos de 12 mil mensais.
  • Para quem investiu na Bolsa de Valores, por menor que seja o valor investido, deve também fazer sua contribuição com o Governo, já que todo investimento na Bolsa, até mesmo de 100 reais, é tributado.
  • Produtor rural que não tenha pago o imposto de renda do ano anterior, para compensar perdas na terra, são obrigados a declarar o imposto de renda no ano seguinte, assim, um produtor rural não pode ficar dois anos sem pagar, exceto se ele ganhar menos de 128 mil reais por ano, pois, nesse caso, ele estaria isento do pagamento.
  • Quem tiver posse de terra ou imóvel no valor superior a 300 mil reais, por isso, mesmo quem ganha pouco, mas, possui uma ótima residência, acaba sendo obrigado a pagar ao Governo.

Lembre-se, depois de feita a declaração, é muito importante indicar o banco para recebimento.

Para aqueles que pretendem antecipar a restituição, comparem as taxas cobradas pelos bancos. Este processo nem sempre é vantajoso.

 

 

 

Qual o verdadeiro valor das coisas?

O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir. Geralmente me pergunto qual o valor justo do que tenho e do quero comprar. Isto porque, comparando os preços de tudo aqui no Brasil com outros países, aqui parece muito mais caro. De fato, existe uma diferença que são os impostos e o custo Brasil, que envolve desde a compra de matéria-prima até a manufatura do produto e sua distribuição aos pontos de venda.

Mas dado que isso não mudará tão cedo, como mensurar o valor justo para as coisas? Como saber realmente o que posso sonhar e o que posso comprar? Até onde sou capaz de chegar? Como posso fazer para aumentar o poder de compra do meu dinheiro?

Estas são as questões que nos envolve no dia a dia. Tudo muito certinho e burocrático. Mas, tem mais coisas para pensar e refletir que podem nos ajudar a entender os nossos questionamentos.

A primeira coisa que acontece quando a gente quer algo novo, é aquela imagem de nos mesmos usando, usufruindo daquele bem. Isto provoca uma sensação de euforia e ansiedade, como se já tivéssemos comprado. Pois bem, não há nada de errado com isso. Ja comentei em minhas palestras e em outros posts, que a imaginação é a chave de tudo. Tudo que posso imaginar, também poderei realizar. Pois é, mas esta euforia deve ser administrada de forma consciente, nos fazendo pensar em  tudo que envolve aquele sonho. Não estamos acostumados a orientar nossos gastos e fazer uma reserva, programar o pagamento de parcelas para comprar o que queremos. Somos assim, naturalmente impulsivos.

E o impulso é a chave de tudo. Somos acostumados desde de criança a buscar tudo o que queremos, tudo que sonhamos. Afinal, quando se é criança, podemos sonhar com tudo,  sem restrições. Isso é bom! O problema é que quando chegamos na idade adulta, os nossos medos criam armadilhas que limitam a nossa capacidade de realização. E de vez em quando, extrapolamos aquela sensação de criança de que conquistar tudo,  que nos invade e nos impulsiona de forma desordenada a buscar de imediato  o que queremos. Sem filtros e, muitas vezes, sem controle.

O que eu quero mostrar neste post, é propor uma maneira de mensurar o valor justo das coisas sonhos e mostrar um caminho, dentro de tantos outros, para utilizar o dinheiro de forma eficaz e viver bem.

Então vamos começar:

1) Cada pessoa / família tem necessidades diferentes. Por causa disso, as coisas tem valores relativos diferentes para cada um. Uma maneira de saber qual o valor justo é medir qual o esforço que tenho que fazer para comprar o que quero. Quantos dias tenho que trabalhar para comprar aquele computador, aquele relógio novo. Fácil, basta eu saber quanto eu ganho por dia e dividir o valor do bem.

Exemplo: Relógio R$ 300,00; Salário líquido R$ 2.200,00/mes – R$ 73,33/dia.  Assim tenho que trabalhar três dias no mês para poder comprar o relógio. Isso pode ser uma boa referencia para as coisas de valores menores.

Mas e se for um apartamento, um carro, uma casa, etc.. ? Posso fazer a mesma coisa, dado que são bens de maior valor, tenho que pensar no longo prazo. Preciso achar quanto ganho por ano, e dividir o valor do bem.

Exemplo: Carro R$ 25.000,00; Salário líquido R$ 28.600,00/ano. Neste caso, vou ter que trabalhar quase um ano para pagar.

Mas o que realmente eu posso sonhar e comprar?

2) Não há milagre. Mas eu posso sonhar com tudo o que quiser, desde que tenha disciplina financeira e foco, precisando apenas colocar na ponta do lápis o que ganh0 e o que gasto. CONTROLE! Basta ser organizado e controlar a sua vida financeira. Baixe esta planilha e comece a se organizar Orçamento Familiar

Não há barreiras intransponíveis ou algo que te impeça de ter qualquer coisa. O que existe são crenças sobre dinheiro que vem de muito longe na nossa história, que limitam nossos sonhos, nossas verdades e temos que romper estas limitações.  Acreditar é a palavra chave.

 

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3) Enfim, a organização pessoal e a consciência de saber  onde exatamente se quer chegar, criam condições que vão melhorar a qualidade dos seus gastos e de sua vida. Vai ajudá-lo a estabelecer prioridades, comprar o que realmente lhe proporcionará prazer e diversão.

Tudo é muito simples, basta apenas escolher o caminho que quer seguir! Reflita onde exatamente voce está agora! Viver bem é bem fácil!

powered by Flavio Siqueira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou endividado, e agora?

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Escrevendo meu roteiro

O Início do ano, impreterivelmente, sempre nos vemos diante de despesas fixas recorrentes. IPTU, IPVA, matrícula da escola, despesas adicionais do Natal entre outras. O que pretendo a seguir é detalhar dois roteiros em situações, Estável e Crítica, para ajudar a administrar essas despesas, que numa situação saudável, deve ser seguido ao longo do ano. Então vamos lá.

SITUAÇÃO ESTÁVEL

1. Detalhar as dívidas (valores totais, juros cobrados, prazos de pagamentos, garantias e credores).
2. Destacar o seu montante de despesas fixas mensais (aluguel, telefone, alimentação, etc.)
3. Levantar as receitas mensais. Se houver sobras do décimo terceiro, reservar para último caso.
4. Calcular quanto sobra após pagar as despesas fixas.
5. Existem saídas relativas a investimentos? Valor, prazos, etc.
6. Possibilidades:

a) chamar os credores e renegociar as dívidas dentro das possibilidades de sobra de caixa e prazos de pagamento;
b) buscar novos financiamentos menos onerosos – fugir do cheque especial e dos financiamentos de cartão de crédito;
c) refinanciar carros ou outros ativos com taxas inferiores do que o mercado oferece, pois está sendo dada garantia real;
d) trocar de ativos (exemplo: trocar o carro por um mais acessível;)
e) buscar acordos amigáveis que são menos onerosos.

SITUAÇÃO CRÍTICA

1. Quando as dívidas com juros começam a corromper o orçamento e a prejudicar a subsistência da família, e você tem que escolher entre sobreviver ou pagar juros, a melhor escolha é sobreviver.
2. Portanto, é melhor procurar seus credortes e iniciar um processo de renegocição e, parar de pagar essas dívidas temporariamente, e dedicar seus rendimentos apenas para pagar as dívidas básicas (moradia, alimentação, luz, água, etc.). O confronto com seus credores não deve ser duro, afinal voce contraiu as dívidas.
3. Abra uma poupança e guarde tudo o que sobrar no final do mês. Essa reserva será muito importante para você poder começar a ajeitar sua vida e saldar as dívidas com seus credores.
4. Nos primeiros dias, você começará a receber uma avalanche de cartas e telefonemas de seus credores. Mantenha sempre a calma e procure sempre a negociação. Na maioria dos casos, não passam de simples “ameaças”.
5. Telefonemas de empresas de cobrança: não atenda, troque de celular, priorize os contatos.
6. Certamente o seu nome irá para o SPC e SERASA. Conviva com isso e não compre mais a prazo.
7. Ações judiciais irão ocorrer quando existirem bens em garantia ou a dívida for elevada e você aparentar ter condições de pagar.
8. Depois de alguns meses, veja o quanto conseguiu guardar na poupança (Isso é muito importante, ou esses conselhos não servirão para nada).
9. Faça uma listagem dos credores, em ordem da maior para a menor dívida. Comece pela menor e pelos mais flexíveis.
10. Negocie com um de cada vez, e só aceite a proposta se for para pagamento à vista, com um bom desconto e que o valor caiba dentro do seu orçamento.
11. Não tenha pressa, você se endividou ao longo de meses (ou anos) e não será da noite para o dia que irá resolver “todas as suas dívidas”.
12. Todavia, lembre-se de ter disciplina e força de vontade. Você tem que economizar e tem que correr atrás de seus credores para quitar as dívidas!
13. Não adianta limpar o nome e entrar no buraco novamente.

Lembre-se sempre que a melhor maneira de viver é sempre ter equilíbrio e tendo conciência financeira para realizar seus desejos, sonhos e consumir o que quiser.

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